sábado, 15 de outubro de 2011

Apresentação no evento do CAPS - Centro de Atenção Psicosocial - dia 10 de outubro de 2011







Caps realiza evento no Dia Mundial da Saúde Mental


A Dra. Martha Noal destacou que, no indivíduo, a saúde mental deve ser estimulada o quanto antes

O público compareceu e foi participativo na programação realizada pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) João-de-Barro no dia 10 de outubro, alusiva ao Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado na mesma data. As atividades tiveram lugar no auditório do Centro Tecnológico e de Formação Profissional do Colégio Evangélico Panambi (CEP).

Realizada durante manhã e tarde – a sequência de atividades foi a mesma nos dois períodos –, a programação, que ocorreu das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h, contou com a palestra da psiquiatra Dra. Martha Noal, de Santa Maria, e com oficinas. Pela manhã, foi registrado um público aproximado de 115 pessoas, composto por, além de usuários do Caps e pessoas da comunidade, ainda grupos de bairros, profissionais de diversas áreas, agentes de saúde, entre outros. O Caps João-de-Barro atende aproximadamente 235 usuários.

Com um bom envolvimento do público, houve oficina com duas psicólogas, nutricionista, terapeuta ocupacional, monitora especializada e com a própria Dra. Martha. Pela manhã, no intervalo entre a palestra e as oficinas, a apresentação musical da Gospel Road Blues Band, de Marcio Bühring e Jeferson Gomes de Souza, enquanto o público se servia do lanche oferecido pelo Caps, descontraiu bastante os participantes do encontro.

Saúde mental deve ser estimulada desde cedo
Em sua palestra, a Dra. Martha Noal abordou a saúde mental não apenas como de responsabilidade de entidades e do poder público, mas da sociedade como um todo. A palestrante apresentou sugestões de promoção da saúde mental e prevenção de situações danosas a essa saúde. De acordo com a Dra. Martha, o desenvolvimento da saúde mental deve ser estimulado desde os primeiros anos. Entre as situações que necessitam de prevenção estão os maus-tratos, que incluem os abusos físico – entre eles, o sexual – e emocional, bem como a negligência.

Quanto à promoção da saúde mental nas crianças, a psiquiatra ressaltou a estimulação precoce e a facilitação do vínculo mãe-bebê. “É preciso, desde o começo da vida do bebê, dizer a ele o quanto ele é bem-vindo, mesmo que inicialmente não tenha sido planejado. É preciso provocar o olhar dele, fazê-lo sorrir, provocar seu sorriso novamente”, propôs a doutora.

Martha Noal destacou algumas situações que devem ser prevenidas: crise de valores, de princípios, de ética; sociedade de consumo; culto à superficialidade; culto ao imediatismo e ao hedonismo; espetacularização da vida e da morte; modelos de identificação duvidosos; e banalização da violência. Entre as alternativas de promoção da saúde, a psiquiatra sugeriu academias nos parques das cidades; escolinhas de esporte, de música, entre outros; e grupos de idosos e de gestantes.

Índices de suicídio no Estado preocupam
A doutora ainda apresentou dados estatísticos do suicídio – que é uma das consequências da má condução da saúde mental – no Rio Grande do Sul. Segundo os dados, no Estado, ocorre um suicídio a cada oito horas; o Rio Grande do Sul registra por volta de 1000 suicídios por ano; das 20 cidades com maiores taxas de suicídio no Brasil, 10 são do Estado. Por outro lado, um projeto de prevenção já diminuiu em 11% esses índices em dois anos.

Texto e fotos: Murian Cesca
Fonte: www.toprevista.com.br

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